2008 – O meu ano Série B
Eu disse em algum momento do ano passado que a minha vida se assemelha ao Corinthians.
Tive um 2007 dificílimo, que culminou com a minha queda para a segunda divisão da vida. Perdi prestígio, poder, muito dinheiro e visibilidade. Fui abandonada (e abandonei) o “mainstream” e ao meu lado somente ficaram os fiéis: minha família.
Não, este não é um texto de superação. Nos acontecimentos cotidianos, 2008 foi um ano pior do que 2007. Muita coisa ruim e muita coisa péssima aconteceu. Não vale a pena listar uma a uma, mas garanto para vocês: este ano foi bem difícil.
Sem largar a analogia futebolística, este ano disputei a Série B para valer. Pollyana que eventualmente sou, sempre soube que a má-fase era passageira. Então desfilei pelos gramados e arrebatei antigos e novos fãs.
Terminei o ano em franca recuperação, chegando finalmente à “Série A”, o meu lugar no mundo. Profissionalmente, foi o melhor ano da minha vida. Tive um segundo semestre tecnicamente brilhante, que me levaria certamente à conquista de um Mundial. Muita gente usufruiu dos meus trabalhos e dos meus conhecimentos, que não são poucos. Nada de falsa modéstia neste blog, eu sou muito boa no que faço. Nunca ganhei tanto dinheiro, mas também nunca levei tanto calote de empresas. E nunca paguei tantas dívidas. Eu termino o ano quase no zero a zero financeiro. Sobraram pendências que posso renegociar nos primeiros dois meses de 2009 e literalmente sairão da vida para entrar na história.
Para o ano que vem, tenho planos profissionais ambiciosos de conquista do planeta, quiçá do universo. Mas isto é papo pro ano que vem e, usando de um dos mais deliciosos clichês, quem viver verá!
No meio desta zona toda veio o Luciano. Não exatamente quieto e nunca na dele. Se falar que foi paixão à primeira vista é uma mentira deslavada. Eu não sou uma de paixões e sou uma moça de poucos amores. Dá para contar nos dedos das mãos as pessoas que eu realmente amo. O Luciano é uma destas pessoas. A cada semana que passa, eu me sinto mais à vontade com ele e quem me conhece sabe o quão fechada eu sou. Nós dois temos uma vida razoavelmente estruturada, uma casinha no interior e duas “filhinhas” caninas. Finalmente tenho uma pessoa para quem eu conto tudo: dos meus pensamentos mais sórdidos aos mais banais. E ele entende todos eles.
E este blog? Bem, ele vai terminar 2008 como começou: um diarinho. E um diarinho será em 2009! Eu não sou blogueira e isto não é um canal de negócios. É um canal para o registro da minha vida e acredito que com o tempo é exatamente isto que ele vai virar. Aqui quero registrar os meus amores, os meus gostos, os meus cachorros, os meus amigos e os meus (ainda não planejados) filhos. É a minha pequena história escrita em tempo real.