Admirável Mundo Novo • 01.28.09
Eu tenho pensado muito em Aldous Huxley. Nos anos 30, ele escreveu a famosa obra futurista que dá título a este post e muitas das situações previstas naquele livro tornaram-se realidade. É um livro de leitura obrigatória, mas não é sobre ele que eu quero escrever.
Ao conversar longamente com um colega na noite passada, era somente em Huxley que eu conseguia pensar. O nosso assunto nerd e empolgado da vez era reality mining. Ou seja, o gerenciamento e análise do comportamento com a compilação de tendências através do uso de dispositivos móveis. Para simplificar a idéia, é só lembrar que um celular equipado com GPS é capaz de coletar e informar, entre outras coisas:
- Locais por onde você passou;
- Locais onde parou;
- Quanto tempo ficou parado em cada um destes locais;
- Com quais pessoas falou neste intervalo;
- Quais pessoas (também equipadas com o dispositivo) estiveram no mesmo local que você;
- Quais serviços consumiu e poderia consumir;
- Qual foi o seu gasto de combustível;
- Quais as melhores alternativas de trânsito…
A lista de possibilidades é infinita. Imaginem a aplicação revolucionária do Reality Mining no sistema de trânsito de uma cidade caótica como São Paulo: Você simplesmente não irá para onde as outras pessoas estão. Este método também revolucionará o consumo: precisa daquele pônei cor de rosa que a sua filha pediu na véspera de Natal? Pergunte ao seu celular qual loja da região em que você está ainda tem este produto em estoque. Nunca mais os pôneis serão esquecidos por Papai Noel!
São diversas aplicações e todas são baseadas em duas tecnologias: GPS e mapas. Viveremos a era dos cartógrafos e não a dos designers.
E a privacidade?
Ela já não existe, amigo. Você é que não percebeu.
Para ler: Technology Review, publicado pelo MIT e a maior fonte de informações sobre o futuro da tecnologia – http://www.technologyreview.com/







