Kiwi Nuclear

Tecnologia, esportes e as outras coisas boas da vida.

Archive for January, 2009


Admirável Mundo Novo

Adous Huxley- Admiravel Mundo Novo Eu tenho pensado muito em Aldous Huxley. Nos anos 30, ele escreveu a famosa obra futurista que dá título a este post e muitas das situações previstas naquele livro tornaram-se realidade. É um livro de leitura obrigatória, mas não é sobre ele que eu quero escrever.

Ao conversar longamente com um colega na noite passada, era somente em Huxley que eu conseguia pensar. O nosso assunto nerd e empolgado da vez era reality mining. Ou seja, o gerenciamento e análise do comportamento com a compilação de tendências através do uso de dispositivos móveis. Para simplificar a idéia, é só lembrar que um celular equipado com GPS é capaz de coletar e informar, entre outras coisas:

- Locais por onde você passou;
- Locais onde parou;
- Quanto tempo ficou parado em cada um destes locais;
- Com quais pessoas falou neste intervalo;
- Quais pessoas (também equipadas com o dispositivo) estiveram no mesmo local que você;
- Quais serviços consumiu e poderia consumir;
- Qual foi o seu gasto de combustível;
- Quais as melhores alternativas de trânsito…

A lista de possibilidades é infinita. Imaginem a aplicação revolucionária do Reality Mining no sistema de trânsito de uma cidade caótica como São Paulo: Você simplesmente não irá para onde as outras pessoas estão. Este método também revolucionará o consumo: precisa daquele pônei cor de rosa que a sua filha pediu na véspera de Natal? Pergunte ao seu celular qual loja da região em que você está ainda tem este produto em estoque. Nunca mais os pôneis serão esquecidos por Papai Noel!

São diversas aplicações e todas são baseadas em duas tecnologias: GPS e mapas. Viveremos a era dos cartógrafos e não a dos designers.

E a privacidade?

Ela já não existe, amigo. Você é que não percebeu.

Para ler: Technology Review, publicado pelo MIT e a maior fonte de informações sobre o futuro da tecnologia – http://www.technologyreview.com/

Ainda na Campus Party…

Eu devo várias palavras a respeito da Campus Party deste ano. Mas me sobram imagens, pois com a falta de vontade de escrever eu consegui tirar mais de 300 fotos.

É sabado, por volta das 17hs. Estou bastante cansada do evento. Na verdade, ainda estou aqui por conta da cerimônia do Best Blogs Brasil, que premiará alguns amigos como @paulabio (Rastro de Carbono), @carloshotta (Brontossauros em meu Jardim) e @casalmaly (Vida de Viajante)

Acompanhei muitos painéis do Campus Verde, que foi organizado pela minha colega de Radar Verde, Maira Begalli. E devo dizer que sinto o cansaço dela por organizar o evento e bater tanta cabeça tentando fazer algo legal. A má vontade de algumas pessoas com o Campus Verde era evidente, mas mesmo assim a Maira conseguiu concentrar apresentações e discussões muito bacanas. Merece muitos elogios e todo o reconhecimento disponível!

A melhor área foi a de Fotografia, com palestras muito interessantes para os amadores como eu. Aprendi a usar a minha câmera do jeito adequado graças à dica de vários dos palestrantes da área, sempre dispostos a tirar as minhas dúvidas mais idiotas.

A “super-internet”, que tão bem funcionou ano passado, falhou. Downloads na minha casa são iguais ou mais rápidos e só consegui baixar grandes arquivos quando tinha um hub de DC++ configurado aqui na rede. Mas hoje o moço do hub foi embora e a nossa alegria já acabou.

A troca de conhecimento na minha área foi nula, mas a Campus Party foi excelente para os negócios. E foi excelente para o meu vestuário nerd, pois ganhei cinco camisetas. Aliás, para os caçadores de brindes foi um bom evento: muitos buttons, adesivos, revistas, canetas, sacolas, mochilas… Entretanto, o mais inusitado presentinho eu ganhei de uma pessoa e não de nenhuma empresa: a Mafê me deu incensos de melancia.

Por todos os problemas de organização, não sei se volto no ano que vem. Se é que isto tudo acontecerá em 2010… As pessoas bacanas que eu conheci ou reencontrei aqui estarão em outros eventos da área e sei que não preciso desta desculpa para encontrá-los.

Campus Party 2009 – O ambulatório existe

Ontem foi um dia cheio.

Durante a tarde, a @thanuci sentiu-se mal e eu a acompanhei na caça pelo ambulatório, de difícil acesso e sem sinalização. Depois de um tempo, descobrimos que ele fica levemente escondido atrás do palco da área de Música.

A “médica” de plantão nem chegou perto dela. Thanuci foi atendida por um rapaz que mediu a pressão, que apontava uma queda muito grande. “Xi, a sua pressão está baixa” e olharam com cara de “você precisa de mais alguma coisa?”

P… todo mundo sabe que o remédio para pressão baixa é sal e líquidos. E eu não precisava de um médico para saber disto, era só perguntar para a minha mãe. E o excelente ambulatorio da Campus Party sequer tinha uma pitada de sal.

Imagino como esta turma da pesada trataria um caso de convulsão, overdose ou ataque cardíaco. A médica sairia correndo pela arena com os braços levantados gritando “VAMOS TODOS MORRER!!!!” e o seu ajudante provavelmente ligaria para o 130, pensando se tratar do serviço de ambulâncias. Confuso com a resposta de hora certa, ele sairá correndo atrás da médica, que em pânico já terá alcançado o estacionamento, tentando achar os seus livros da matéria da semana passada da escola de medicina da Universidade de Pirocó.

Mimadinhos, mas só de leve…

O rapper De Leve não é um músico convencional. Ele inventa e consegue fugir da vala “maloqueira” que alguns rappers habitam. Se colocou na vala marrenta: tem um CD chamado “Estilo Foda-se”, que o próprio definiu como o seu estilo. Criou letras cheias de ironia e algum tipo de revolta. Eu não gosto. Não acho que é música e sim um barulho muito chato.

Pois bem, eu não sou a única que não gosta. Aparentemente uma turma de campuseiros (o ridículo apelido dos participantes da Campus Party) também não entende este tipo de som.

É necessário alertar que a escolha deste rapaz para fazer um show na arena da Campus Party foi equivocadíssima. Como bem observou o @panaggio, uma de suas músicas debocha de pessoas com diploma universitário. Falta de atenção da organização do evento, que obviamente não conhece o seu público. A programação de shows está bastante ruim, podemos salvar uma ou duas apresentações. Na verdade, acredito que estes shows sejam desnecessários, pois servem apenas para o pessoal reclamar do barulho excessivo.

E ontem à noite, durante a apresentação do De Leve, não foi diferente. Os campuseiros começaram a reclamar. Até aí, normal. Mas postem sua revolta no twitter, no blog e comentem com o amigo ao lado. Só.

Uma turma de campuseiros mimadinhos decidiu que eles tinham o direito de ofender o rapaz que estava mostrando o trabalho. E aí erraram feio. Não acompanhei tudo de perto, mas mesmo assim senti vergonha alheia. Nunca imaginei que uma turma razoavelmente esclarecida e “formadora de opinião” pudesse cometer a grosseria de expulsar uma pessoa educada (Sim, ele foi e MUITO!) do palco só porque achava o trabalho dele “chato”.

Faltou respeito. E ele terá toda a razão do mundo quando conceder entrevistas falando que foi expulso do palco por um bando de mauricinhos ignorantes.

E depois ainda dizem por aí que educação tem nível social. Lamentável.

Campus Party 2009

 

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Confortavelmente deitada em um pufe, ao som de 200 palestras ao mesmo tempo, registro aqui as minhas primeiras impressões sobre a Campus Party 2009:

- Credenciamento: Para mim foi sossegadíssimo, sem filas e sem stress. Só que eu fiz isto ontem. Hoje (terça feira) vi uma fila monstruosa para os coitados que queriam se credenciar. Acho que todo mundo chegou de fato no segundo dia e a organização repetiu os mesmos erros da fila do ano passado: apenas duas pessoas cuidando de todo o atendimento. Conheço gente que foi embora pra casa por ficar parado por 1 hora na fila do credenciamento!

- Local: grande, espaçoso. De PÉSSIMA acústica. Escrevo o post neste momento porque não consigo prestar atenção no que o @panaggio diz em sua oficina, que está rolando aqui no Bar Camp. O som do microfone dele se confunde com o de pelo menos outras três áreas.

- Internet: a maior piada do evento até o momento. Extremamente instável, ontem a rede sequer funcionava. Fiz um bate/volta, passeei pelo credenciamento, pelas bancadas, uma rodadinha pelo Campus Verde e pronto. Acho que o tour completo da segunda feira durou menos de uma hora. Hoje (terça) as coisas funcionam melhor, mas a conexão deste ano (teoricamente o dobro de 2008) não chega às canelas do acesso que tivemos no ano passado.

- Eventos: a grade de eventos sim, está bem mais bacana que a do ano passado. Mas preciso assistir algumas coisas para formar uma melhor opinião. Já adianto que o problema do som é grande. Isto é um pé nos bagos (de quem tem) para quem realmente veio para aprender alguma coisa. Parece-me que o conhecimento foi relegado a segundo plano este ano. A molecada veio para se curtir e beber. Sim, os pós adolescentes conseguiram colocar bebida dentro do evento. Não que eu seja contra, mas acho que bebida só combina com papo e não com compartilhamento de informações e idéias.

- Comida: a praça de alimentação parece melhor que a do ano passado. Minha única refeição até o momento foi uma balanceada combinação de carboidratos, proteínas e legumes: pão, carne processada, purê de batatas, milho e ervilhas. Meu almoço foi um hot dog. Que não estava ruim, mas ele custou R$6,00. Com este dinheiro eu compraria três unidades no trenzão (saudades da CPTM!) e ainda ganharia um suco grátis. 

Estas são apenas as primeiras impressões. O evento é ótimo para o networking: tem muita gente bacana, influente, inteligente ou desligada por aqui. Fechei negócios novos e estou trabalhando muito. Estou aproveitando bastante neste sentido então não tenho mais do que reclamar: é justamente o que eu vim fazer aqui.