Desabafos de uma cliente do pior banco do mundo
Eu sou cliente há mais de 13 anos de um grande banco.
Eu possuia três contas deste mesmo banco. Mas da primeira eu já me livrei. Agora tenho APENAS duas.
Aqui não vai o nome do grande banco por motivos de autopreservação pessoal e profissional. Mas se você fuçar um pouco, você descobre qual é. Por pura irritação, listo aqui duas das situações que vivi com esta peculiar instituição financeira.
Acredito que isto virará uma série de posts, pois são muitas as histórias que tenho a contar. Puxe a cadeira e sinta o meu drama.
Cena 1 – Eu ligo para o teleatendimento.
Carol – Oi Sra atendente do banco! Eu quero um novo cartão de senhas!
Atendente – Oi Sra Maria! Podemos fazer algumas verificações?
Carol – Claro!
Atendente – Nome completo, data de nascimento, CPF
Carol – * fornece os dados solicitados *
Atendente (Brava) – Mas… A SENHORA NÃO NASCEU NESTE DIA!
Carol – Não? Tem certeza?
Atendente(Brava) – Sinto muito, vou ter que desligar.
* atendente desliga na minha cara *
Cena 2 – Eu quero fazer uma TED. Entro na internet, preencho os dados e o site me informa que só posso fazer TEDs para contas cadastradas.
Ok, vamos cadastrar! Preencher os dados na internet. Humm, fácil.
Ao terminar o preenchimento, a surpresa: este documento deve ser IMPRESSO e ENTREGUE na minha agência (que fica na Lapa, quase o outro lado do mundo)
Vou até a agência e duas horas depois, entrego o documento.
Chego em casa para fazer a TED e nenhuma conta está cadastrada no sistema para mim, é lógico.
Ligo para a minha agência e peço para falar com a gerente da minha conta. A gerente não me conhece, pois este banco troca gerentes a cada dois meses.
A gerente diz que “abrirá uma exceção” e cadastrará a conta para emissão da TED imediatamente, pois alega que eu não entreguei documento algum na agência.
OK. Ela cadastra… Ótimo, a conta agora aparece como cadastrada! Yey!
Vou enviar a TED e … “Este valor ultrapassa o limite diário para transferências estabelecido nesta conta”. Situação impossível, pois eu não tinha feito uma única transferência naquele dia.
Ligo na agência. Não me lembro exatamente o que eu disse ao telefone, pois isto ocorreu há alguns meses. Mas depois de uns 30 minutos de conversa, falo com a gerente da gerente.
A gerente da gerente me informa que nada pode fazer, a não ser que eu vá até a agência e faça a TED na boca do caixa. Opção que não me foi apresentada quando fui entregar o famigerado documento naquela merda daquele lugar.
Devo ter sido extremamente mal educada, pois a gerente da gerente resolveu fazer a tal da TED na boca do caixa para mim.
E na hora em que ela preenchia os dados, ela me perguntou: PARA QUÊ VOCÊ QUER TIRAR ESTE DINHEIRO DA SUA CONTA?
Este foi o instante exato em que surtei. Não usei palavras delicadas, mas disse algo do tipo: ESTOU ENVIANDO DINHEIRO PARA A CONTA DA MINHA MÃE! EU DEVO DINHEIRO PARA A MINHA MÃE, CARALHO!
O ano era 2008. Foi a primeira vez em que falei a palavra caralho para uma pessoa desconhecida.
Eu só tenho a agradecer ao banco, por fazer com que eu me solte e perca todas as inibições naturais que eu tenho.
É realmente um banco completo.
PS1: Até hoje, o banco inovador acha que eu não nasci em 21 de setembro de 1977. E que nem as 17 cópias que eles tem do meu RG podem provar o contrário. Tenho que ligar diversas vezes até encontrar alguém que não me faça esta pergunta, pois os questionamentos são aleatórios. Se estas pessoas me falassem em qual dia nasci, as coisas seriam bem mais fáceis.
PS2: O cartão de senhas? Tenho que RETIRAR NA AGÊNCIA.