O Pacaembu era meu
A grande atração desta tarde no meu microcosmo foi a minha volta e a do Zuba para os gramados paulistanos. Se você tem preguiça de ler sobre futebol, leia apenas os meus grifos, que resumem o post.
Para quem não se lembra, estávamos meio ressabiados e ressentidos com o futebol nos estádios. Culpa de uma viagem que fizemos para Recife no ano passado com o intuito de comemorar o dia dos namorados. Aquele bate e volta culminou com a perda do título da Copa do Brasil para o Sport.
Já refeitos daquela perda, hoje usamos pela primeira vez os nossos cartõezinhos do programa fiel torcedor. Programa de fidelidade para o torcedor corinthiano que promete facilidades e maravilhas a preços módicos.
Prometido e cumprido: entramos no estádio em exatos três segundos, sendo que 2,5 foram usados para a revista do policial militar.
Não pegamos as filas que estavam quilométricas. E não precisamos sair de casa para comprar os ingressos. Fiel torcedor: APROVADO.
Entramos no estádio 1 hora antes do jogo começar e notamos o esforço da federação e do Corinthians em manter os torcedores entretidos até o início do jogo
O Bin Laden estava lá, assim como os mascotes cabeçudos. As cheerleaders chamaram a atenção de todos e os moços do time corinthiano de futebol americano deram uma volta olímpica para mostrar seus bíceps para as meninas.
Aliás, uma informação interessante: A DataCarol informa que existiam 40% de mulheres no estádio. Pelo menos no setor laranja, o que é usado por crianças e famílias.
Com tantas atrações extra-curriculares, o tempo passou rápido. E logo os jogadores entraram em campo para nos presentear com um jogo de futebol.
Todo mundo estava de olho nos moços da foto acima. Neymar e Ronaldo centralizaram todas as atenções do clássico. E nenhum dos dois terminou o jogo.
Neymar foi a campo com berrantes chuteiras verdes e não foi muito amado no Pacaembu. Levou uma bronca (!) de Christian e quase não jogou. Sentiu bastante o peso do jogo, e acho que por isto no começo do segundo tempo foi substituído por um gnomo engraçadinho.
Ronaldo não sentiu o peso do jogo mas sim o do corpo. Ainda assim foi perigoso, perdeu uns quatro gols, cansou os zagueiros santistas e os dedos desta fotógrafa amadora que aqui escreve, que agora tem em sua coleção umas 200 fotos do fenômeno.
Ronaldomania é invenção da imprensa marrom. Tá?
Com dois ou três desocupados marcando Ronaldo o tempo todo, Dentinho aproveitou para, livre, marcar o único gol do jogo: Coringão 1 x 0 Santos.
No intervalo, um cãozinho da polícia militar fez um pequeno show acrobático no canto do gramado ao dançar ao som de Black Eyed Peas e ganhou a nossa atenção. Se 22 cães estivessem no campo, as 200 fotos que eu tirei certamente seriam 821.
Confesso que não prestei atenção em boa parte do segundo tempo. Amaldiçoando meu eu-interior por conta da fraca bateria da minha câmera, fiquei perdida em meus pensamentos. Cuidando da minha própria vida. Observando vendedores de amendoim. Aos 30 ou 40 minutos desta etapa, a organização do jogo mostrou que estava em sintonia comigo e apresentou uma bizarra conta de público:
Final do jogo, vitória garantida. Para nós, restou sentar nas cadeiras para esperar os afobados saírem do estádio e assistir a polícia batendo na torcida santista do outro lado.
Fui convencida pelo meu noivo sem noção a consumir um hot dog feito por um casal chinês na saída do estádio.
E disto me arrependo até este instante.
Terei uma noite de rainha.
March 23rd, 2009 at 11:55 am
Tarde maravilhosa em excelente companhia…. Acabamos com o taruma de Recife!!! Vi o Ronaldo e ainda matei um dogão…. cujo unico defeito for ter ervilha….
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March 23rd, 2009 at 1:21 pm
O que é este Bin Landen ae? WTF?
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March 23rd, 2009 at 5:05 pm
Vou ser sincera, nem preciso ler esse seu post, só pelas palavras grifadas e as fotos já adorei o que tá aqui.
Bejus querida e inté.
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