Não se faz omeletes sem quebrar ovos. Quando a vida me dá ovos, todos esperam omeletes. Mas eles viram outras coisas. Ovos pintados, decorados, mexidos, cozidos. O que acontece com mais frequência é aquele uso dos ovos que ninguém lembra: quebrados. Quando a vida me dá ovos, eles viram ovos quebrados.
Isto posto, acredito que devo ser feliz por chegar onde cheguei. Minha preocupação principal da última hora foi majipack. Papel-filme, aquela coisa para enrolar as outras coisas. Enrolei meu celular, só por diversão. É o que eu chamo no meu mundo de brainstorming silencioso. “Filme estirável de PVC”, diz a embalagem. Qualquer dia vou colocar na lista de compras “filme estirável de PVC” para ver se ele acerta e compra o que eu realmente preciso.
Na verdade, meu maior problema é achar sem graça as omeletes sem bacon.
Nos intervalos, sinto vontade de escrever haikus. Antes eu soubesse a regra para adequá-los ao estilo clássico, pois parece que existe um número certo de sílabas ou palavras. Não importa. Este site aqui diz que haiku é a arte de dizer o máximo com o mínimo.
Omeletes
Quebrando britadeiras e maritacas
A neve começou
The strange case of the All Yellow Egg
de Anoop Negi
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