Minha ginecologista é amiga de infância do meu marido. Pior, amiga do grupo de escoteiros do qual ambos fizeram parte. Na verdade, o marido da minha ginecologista (notem o MINHA – temos este sentimento de posse esquisito com nossos médicos, não?) é que era amigo de infância do Sr. Marido.
Enfim, <paulabio style>fato é</paulabio style>: marido e ginecologista não se encontram há uns 18 anos. Nem com o marido-da-ginecologista Luciano se encontra mais.
Ela me contou ontem que meu marido bêbado fazia xixi no radiador do carro. Um jipe fuleiro que ele possuia há 18 anos. Minha ginecologista deve achar que sou casada com um adolescente.
Minha médica é uma fofa, super do bem e não quero que meu marido estrague a minha relação com ela. Tipo, é muito difícil achar alguém que pode apalpar seu útero sem constrangimentos.
Luciano veio com uma idéia de chamar a médica para tomar uma cerveja. Junto com o marido dela. Para relembrar os tempos do sempre alerta.
Mentalizem esta situação. Eu, pessoa anti-social, num bar, com a pessoa que faz os meus exames ginecológicos.
No século passado, eu não imaginava que chegaria jovem ao final desta década que vivo agora.
Mas cheguei. Sou uma jovem balzaca!
Não tracei metas para 2010. Talvez porque em 2009 eu tenha aprendido que as minhas metas devem ser semanais e não anuais.
A cada semana, amarei um pouco mais a minha família. Lembrarei a cada minuto que eu sou tão Araujo quanto Cintra. Sorrirei um pouco mais para o meu marido e curtirei cada minuto com os meus bichinhos.
Cultivarei minhas amizades antigas. Aquelas que passaram pelo mal e pelo bem, as estremecidas, as recuperadas, as que me carregaram nas costas até aqui. Viverei novos momentos com cada um de vocês.
Estudarei como sempre, talvez com muito mais afinco.
Trabalharei como nunca.
E não te abandonarei, querido blog Kiwi. Voltarei a te amar! Prometo.