O rottweiler assassino e outras histórias de péssimo atendimento • 04.13.11
Eu sou assinante da Sky. Desde sempre.
Gostamos de assistir TV enquanto cozinhamos, por isto temos uma pequena TV na cozinha. E a mesma TV pode ser transportada para a área da churrasqueira sem grandes problemas.
Pedi a instalação de dois pontos adicionais para satisfazer este nosso pequeno vício.
Pois bem. Eu trabalho, sabe? Muitas horas por dia. Meu escritório fica na Vila Mariana, distante 9 km da minha residência.
Eu moro com o meu marido. E ele TAMBÉM trabalha, vejam só. Em Alphaville, distante 35km do nosso doce lar.
Por este motivo não podemos acompanhar a instalação destes pontos pessoalmente. Mas em casa, sempre tem alguém.
Telefonamos para a Sky na segunda-feira e eles se prontificaram a nos ajudar com o nosso entretenimento. “OK, senhora! Estaremos aí na quarta-feira pela manhã”
Erro número um: estes caras apareceram na porta da minha casa na terça.
A Aline, que trabalha aqui, conversou com eles e informou que não tinha autorização para deixá-los entrar na terça e sim na quarta. Irritados eles ficaram, mas prometeram voltar no dia seguinte.
E voltaram.
No momento em que voltaram na quarta, meus cachorros estavam na garagem.
Voltaram no plural, porque quem voltou foi a Sky e seu esperto instalador. E o instalador se recusou a entrar na minha casa para efetuar a instalação combinada.
O motivo? Os cachorros.
Em casa moram uma doce rottweiller e uma agitada vira-latas. Zucker e Patty. Quem me conhece bem, sabe que as minhas meninas são o meu xodó, uma parte gigante da minha vida. Não cabe nesta história lembrar que as minhas cadelas são extremamente mansas e não representam muito perigo. Mas aos olhos de um leigo, um rottweiler é um ROTTWEILER.
Preconceito: cão assassino, vai me matar, eu não entro aí. Yadda yadda yadda.
Não importava para o instalador naquele momento que os cães poderiam ser presos. O que importava é que tinha um cão ASSASSINO dentro da casa, que possívelmente olhava para o cidadão neste mesmo instante com cara de tédio.
E aí veio a grande surpresa: o senhor instalador informou que entraria na casa se o DONO estivesse lá. Pois desta forma, se o cachorro mordesse, ele poderia processar o dono e ganhar uma grana. Caso contrário, ele sairia mordido e não ganharia nada.
Como nenhum dos donos estavam na residência naquele momento e como o instalador se recusou a entrar na casa MESMO COM OS CÃES PRESOS, a instalação não foi concluída.
Agora me expliquem algo:
Que tipo de treinamento a SKY BRASIL oferece aos seus funcionários que os pré-orienta a “processar” donos de residência?
Que tipo de funcionário a SKY BRASIL procura para efetuar as suas instalações? Certamente um que tem cagaço de cachorro não serve para esta tarefa.
E que tipo de solução a dona SKY BRASIL vai me oferecer, já que o seu instalador se recusa a adentrar a minha residência com medinho dos cachorros? Devo tirar as minhas meninas de casa para o bonitão trabalhar?
Em qual categoria entram os instaladores da TELEFÔNICA, da lâmpada, da churrasqueira, de todos os outros serviços que um dia já contratei para a minha casa e executaram seus serviços a contento? A de AVENTUREIROS SELVAGENS?
500 metros de distância está bom para vocês?









