Archive for the ‘a day in the life’

O primeiro sábado de 201201.07.12

Meu marido queria que eu fosse ao borracheiro e esperasse o pneu ficar pronto. Quarenta minutos, ao sol, esperando um pneu ficar pronto.

Menstruada. E irritada.

Eu adoraria que homens ficassem menstruados só uma vez na vida. Precisam entender aquela sensação agradável do primeiro dia, do sangue que jorra sem controle. Como algum espertinho disse por aí, como confiar em uma espécie que sangra por sete dias e não morre?

Ainda não inventaram o absorvente perfeito, todos eles me deixam com a sensação horrorosa de falta de higiene. E desconforto.

A Sky me deixou na mão e tive que gastar 25 pilas em uma antena de plástico que imita uma mini-parabólica. Dinheiro jogado no lixo. O único canal com recepção perfeita é aquele que fica vendendo jóias semi-preciosas semi-roubadas. Sem TV no meu sábado.

Meu livro vai acabar, o segundo de 2012.

Queria sair para uma caminhada, mas tem o sol supra-citado. E a menstruação, claro.

Vou abrir um vinho que achei aqui. E viva o sábado Smiley mostrando a língua

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Três tigres bronzeados tricotando um sueter01.06.12

Estou fazendo um vídeo timelapse das minhas mãos se movendo no teclado. É besta, claro. Mas foi a única forma que encontrei para forçar a minha concentração. Será que existe algum gadget que de fato aproveite a força que eu emprego no teclado para gerar energia elétrica?

Preciso muito usar as palavras para trabalhar, mas de algum modo parece que elas ainda não me visitaram em 2012. Só encontro as palavras chatas e vazias, sem significado ou graça. Eu queria formular frases consistentes com palavras bacanas como produtividade, break-even, rentabilidade e contra-proposta.

O foco fugiu. Me pego pensando na formosura das palavras enquanto mato meia garrafa de água mineral a cada trinta minutos. Eu certamente sou a pessoa desse escritório que mais frequenta o banheiro.

Acredito que matar uma boa garrafa de vinho tinto estimularia a minha criatividade. Escrever/trabalhar bêbada não é um esporte que eu pratico com freqUência, até porque beber não é realmente uma atividade que está no meu Top 5 da diversão.

Não é que eu não beba, eu bebo sim.

Bebo pouco.

E geralmente aos finais de semana e somente em festas.

É, eu sou essa pessoa chata que não bebe e não frequenta muitos bares. Morram de tédio comigo.

Dizem por aí que uma taça de vinho diária poderia até me ajudar a perder peso. Mas sabe o que realmente me ajudaria a perder peso? Parar de comer o tempo todo. Essa história de comer a cada três horas parece linda no papel, mas na prática só me obriga a comer o dia inteiro. Sinto que estou emendando uma refeição na outra. Não será surpreendente se eu chegar aos três dígitos ao final de janeiro.

Na verdade eu nem queria perder tanto peso assim, só quero que a minha barriga pare de dobrar para a frente.

Vemnimim criatividade!

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Sábado, na balada*01.04.12

Meu humor anda mais ou menos como o meu cabelo: seco, áspero e cheio de frizz. Mas olha, minha mãe me indicou um condicionador ótimo.

Tenho uma infinidade de problemas para resolver e de trabalho para entregar, mas… Tudo o que eu precisava agora é de um pedaço de feltro verde para fazer uma almofadinha de porquinho do Angry Birds S2

O bacana do cérebro esvaziado é perceber que tudo na minha vida tem trilha sonora. Esse post, por exemplo, está sendo escrito ao som mental da marcha turca, de Mozart.

Acho que vou ao banheiro do escritório tirar uma soneca restauradora.

* O título desse post representa apenas o que está verdadeiramente atormentando o meu cérebro vazio: a música horrorosa do Michel Teló.

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Preciso me encontrar12.02.11

O Kiwi Nuclear nasceu em 2008.  Aqui compartilhei com vocês alguns dos bons momentos da minha vida nos últimos quase quatro anos. E algumas das tristezas também. Tentei ser um pouco mais profissional e compartilhar informações técnicas e/ou interessantes. Não deu muito certo, enjoei rápido. Não nasci para ser jornalista, apesar de adorar produzir conteúdo.

Conheci muita gente por causa desse blog e a ele devo uma boa parte da minha vida profissional nos últimos anos. É, um blog pessoal acaba virando seu melhor currículo e você nem percebe isso..

Ele não vai morrer, o Kiwi vai renascer. E voltará a ser aquilo que ele nunca deixou de ser, mas que em alguns momentos eu tentei fazer com que ele deixasse de ter sido (Oi?): um blog pessoal.

Vou conseguir? Não sei. É necessário? Sim. Você se importa? Não. Alguém está me lendo? Talvez. Eu me irrito com pessoas que perguntam e respondem? Sim. Eu me sinto ridícula por ter um diário online com 34 anos de idade? NÃO.

Se o Kiwi pudesse cantar, ele cantaria “Vocês estão vendo aquela mulher que está indo ali, ela não quer saber de mim…

E para ele eu responderia com Candeia:

Deixe-me ir, preciso andar
vou por aí a procurar
rir pra não chorar
quero assistir ao sol nascer
ver as águas dos rios correr
ouvir os pássaros cantar
eu quero nascer, quero viver
deixe-me ir preciso andar
vou por aí a procurar
rir pra não chorar
se alguém por mim perguntar
diga que eu só vou voltar
quando eu me encontrar
quero assistir ao sol nascer
ver as águas do rio correr
ouvir os pássaros cantar
eu quero nascer, quero viver
deixe-me ir preciso andar
vou por aí a procurar
rir pra não chorar

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Sushi de bacuri e outros pensamentos soltos09.08.11

  • Se alguém começar uma conversa com a seguinte frase: “Eu pesquei um Bacuri de quase 3kg, Carol!” eu provavelmente vou acreditar. Minha falta de cultura em relação à frutas e peixes faz com que eu seja uma presa fácil para as histórias de pescadores.
  • Sorvete de bacuri seria para mim uma aberração no mesmo nível de sorvete de feijão, cujo gosto eu adoraria ignorar para o resto da minha vida se um dia eu não tivesse comprado um simpático sorvete em forma de PEIXE na loja japonesa que fica na esquina da rua da minha casa. Consumi metade do dito cujo com uma sensação de “poderia ser melhor” quando comecei a ler a embalagem. Claro que foi da minha mão para o lixo.
  • Está sentindo falta de vírgulas, pontuação correta e  estrutura bem definida de pensamento? Continue lendo, aqui nesse lugar eu escrevo exatamente do jeito que eu penso.
  • Se alguém me falasse que sushi de bacuri é coisa boa, fresca e deliciosa, eu provavelmente responderia que eu iria experimentar. Ou melhor, que já comi! Afinal de contas, bacuri e anchova são palavras muito similares.
  • Eu provavelmente não saberia informar os nomes de 70% das frutas vendidas na Feira do Ver-o-Peso, em Belém do Pará.
  • Acredito que a minha ingestão de agrotóxicos seja superior à minha ingestão de gordura trans, o que me leva a pensamentos híbridos de desintoxicação, frituras e milk-shake.
  • Sinto falta da época em que eu acreditava que eu era uma boa e regular blogueira!

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