Eu achava que EU tinha problemas…
Nos últimos 11 dias a vida virou de ponta cabeça, deu uma estourada e voltou ao normal. O Luciano passou sete dias na UTI e outros tantos ainda hospedado em um hospital por conta de uma crise grave de asma com pneumonia. Quase morreu. E não é exagero meu.
Parei de trabalhar, de pensar e de viver nestes sete dias de UTI. E não é que depois do caos tudo ficou bem claro? A música que toca no fundo é aquela mesmo… I can see cleary now the rain is gone…
Pensei muito nestes dias. Passei longos períodos em casa sozinha, com a tv desligada. Apenas com o som da respiração dos meus cachorros (e do trânsito insuportável da rua em que eu moro).
A insônia me visitou, minha velha conhecida, que tinha sumido em 2006.
Nestes momentos de contemplação e meditação, eu organizei meus pensamentos e objetivos como nunca havia feito antes em toda a minha existência.
Eu construí um modelo cristalino e sustentável para os negócios da minha empresa.
Eu desenvolvi um plano de metas bem realistas para a minha vida.
Eu arrumei a minha GAVETA DE CALCINHAS!
E finalmente entendi que não tem universo conspirando contra mim. Eu sou o meu próprio universo. Tudo o que eu faço impacta diretamente nas ações da minha vida. Causa e efeito.
De repente eu entendi: eu não tenho problemas.
Eu só tenho as soluções. Todas elas passam por mim. Pelo meu universo, pelo meu microcosmo.
Todo o drama existencial da minha vida se amenizou e me sinto ridícula por reclamações prévias. Sou uma pessoa rica. Não de dinheiro, mas vontade e conhecimento. Vivo uma vida confortável e a únicas coisas que tenho a perder são a minha vontade e a minha saúde.
Cuido agora da minha saúde com disciplina de exército russo.
Não deixo de estudar um único dia da minha vida, pois o conhecimento é o que me fortalece.
Sim, eu virei esta criatura contemplativa e chata e pareço um livro manjado de auto-ajuda. Mas foi tão bom chegar a todas estas conclusões sem nenhum Lair Ribeiro me forçar!